A TIM decidiu fazer uma grande mudança em sua comunicação, a ideia é humanizar e integrar a comunicação com a imprensa on e off-line de todo o Brasil com extrema qualidade. Por isso, a empresa não brincou e foi a fundo em novos nomes e a jornalista Alessandra Ber se tornou a nova Gerente Executiva de Relações com a Imprensa da TIM Brasil. 

Além de funcionários por todo o Brasil pela equipe de Alessandra, a TIM ainda contará com a ajuda da MassMedia, que conquistou a TIM e será responsável pelo trabalho de assessoria de imprensa e relações públicas da empresa. Essa nova fase revoluciona ainda mais a comunicação durante essa passagem de Alessandra. 

A MassMedia trabalhou junto a TIM, por cerca de 6 anos, e era responsável pela mensuração dos dados de imprensa e consultoria para a TIM Brasil. Hoje, a empresa garante cerca de 10 funcionários espalhados pelo país, para que o atendimento da TIM seja excelência. 

Nós conversamos com a Bianca Neves, sócio-direta da MassMedia Comunicação, para entender como será esse novo trabalho da MassMedia com a TIM, como será o trabalho em equipe entre as duas empresas e como o grupo de comunicação terá integração com novas tecnologias, inteligencias artificiais e machine learning neste novo desafio. Ainda, conversamos também com a Alessandra Ber, para entender como está sendo para ela esse novo passo em sua carreira e todas suas pretensões ao longo dessa nova oportunidade. Fique agora com a entrevista com a jornalista e, logo abaixo, a entrevista com Bianca Neves: 

 

ADNEWS – Alessandra, como vai ser para você abraçar esse novo desafio com a TIM?
Alessandra Ber: O desafio é enorme. Pela primeira vez estou nesse segmento. Já atuei em segmento regulado antes, mas atualmente, as Telecomunicações passam por um momento especial no país, com todo mundo de olho no tão esperado Leilão de 5G, sem falar nos outros temas. Durante a pandemia, a conectividade passou a fazer parte da “cesta básica” das pessoas. Todo mundo sentiu a relevância disso para manter as conexões com família e amigos, diminuindo o necessário distanciamento social, e para trabalhar. Ou seja, tenho a sorte de entrar na empresa em um momento realmente único.

 

AD – Como você acha que as suas passagens por outras grandes empresas podem auxiliar e nortear o seu trabalho na TIM?
Ber: Ter uma visão tão diferente, por ter passado por setores tão diversificados, facilita e complementa a estratégia e o planejamento. Se por um lado eu estou mergulhando no mundo técnico, por outro, tenho uma flexibilidade muito grande para ajustar temas e tom de conversa com os mais variados públicos – já falei com médicos e nutricionistas e jornalistas superespecializados em sistema financeiro. Como atuei também com comunicação interna e temas como sustentabilidade e diversidade nas outras empresas, isso só facilita e complementa na hora de sentar com os pares para a construção de um plano integrado de comunicação, algo que temos um foco muito grande na TIM.

Sinto também uma vantagem o fato de ter passado por redações. Fazer comunicação corporativa é um grande trabalho de pauta. Hoje não funciona só mais o bom e velho release. Tudo precisa ser trabalhado com um toque a mais, um lado B da história, um bom personagem. A concorrência é muito grande e, infelizmente, as redações (olhando em geral, seja de que meio for) estão mais enxutas.

 

AD – Considerando o período que estamos vivendo e a atual estrutura organizacional da TIM, quais suas propostas para a empresa?
Ber: A TIM está passando por um momento de crescimento. No meu primeiro mês na empresa, passei por temas históricos como a assinatura do primeiro TAC das telecomunicações com a Anatel, uma convenção gigantesca toda online. Está em andamento a questão toda da negociação envolvendo a Oi. E por vir temos o leilão do 5G, que realmente impactará a vida das pessoas. A comunicação externa da empresa, com os jornalistas e formadores de opinião, precisa acompanhar esse momento. Precisa ser rápida, proativa. Não podemos ficar nos escondendo. As pessoas precisam entender o que é conectividade, como ela impacta a vida de cada um. E quero trazer esse ritmo para a comunicação: de uma forma mais simples, às vezes até educacional, mostrar quem é a TIM nessa história. Como a empresa impacta quem está lá no campo, no agronegócio, por exemplo. A repercussão é enorme e as pessoas não fazem ideia disso.

Temos as equipes nas regionais. Hoje, o que é notícia em cada uma delas circula só em cada localidade. Por quê? Quero que isso seja nacional. Vamos juntar tudo e fazer uma história maior e mostrar os personagens.

Nossos porta-vozes são excelentes. Quero cada vez mais que eles sejam referência em seus respectivos temas.

 

AD – Hoje, a marca deve se posicionar sobre as mais diversas causas e bandeiras. Particularmente, como você vê essa necessidade de posicionamento por parte da TIM?
Ber: Estamos cada vez mais mergulhando nas causas. E temos total consciência de que deve ser genuíno. O mundo pede e cobra que assim seja. A empresa lançou sua nova assinatura de marca “Tim: Imagine as possibilidades” numa convenção online – a maior corporativa da pandemia – para mais de 20 mil funcionários e parceiros no mês passado. A abertura da convenção foi toda focada na questão da Diversidade. Há vários projetos voltados para o tema. Recentemente, foram feitas várias lives sobre o assunto e a adesão foi bem alta. Todo mundo participando, perguntando. Ou seja, todo mundo quer aprender, quer saber como se inserir e incluir. A empresa é muito grande e precisa refletir isso de dentro para fora. Em qualquer lugar, representatividade é importante.

Temos também a atuação social com o Instituto TIM. São várias ações como o apoio ao Academic Working Capital, que estimula universitários a empreendedorismo. A edição deste ano apoiará os estudantes que criarem projetos e soluções voltados para problemas surgidos da pandemia. Uma forma de unir incentivo à educação à diversidade, pois os critérios de desempate são raça e gênero. Esses são alguns exemplos, mas há também um trabalho muito relevante de sustentabilidade com as usinas de geração de energia limpa, reutilização de equipamentos, etc. As empresas precisam inserir os temas de Diversidade e Sustentabilidade em suas agendas se quiserem ter clientes no futuro. Está mais do que provado que as pessoas consomem propósito de hoje para frente. Quem não entender isso não sobreviverá.

 

AD – Trabalhar na TIM traz alguns desafios relacionados à distância, tratando de diversas equipes posicionadas ao redor do país. Agora com todos distanciados, como será essa conciliação entre as equipes dos outros estados?
Ber: Eu entrei na empresa em plena pandemia, então já começamos todos à distância de maneira forçada. Mesmo os que trabalhariam juntos no Rio de Janeiro. Ficou comprovado que as equipes estão extremamente produtivas. Todo mundo tem maturidade para entender seu papel e funções. Entendo que haja uma dificuldade maior em engajar as equipes. Mas um exemplo de engajamento foi uma convenção virtual para mais de 20 mil pessoas. Então não será difícil conseguir isso com o time. Depois, pouco a pouco, retomamos algumas coisas que gosto de fazer com a equipe pessoalmente. Gosto de conversas individuais – fiz online. Mas farei pessoalmente. Todo mundo se adapta. Para as regionais, a primeira providência assim que tudo passar será conhecer in loco cada uma. Cada mercado tem suas especificidades. Já atuei montando uma área de comunicação no Sul e trabalhei em veículo regional. Sei bem disso. E nosso objetivo é atender bem. Mas isso não significa que as regionais ficarão só voltadas para as próprias regiões. Suas histórias e pautas vão virar nacionais. Mas conciliamos tudo isso, com o suporte da nossa agência, a Mass Media, e as agências regionais, com reuniões constantes. O importante é manter contato constante.

 

AD – A atividade de Home Office chegou para ficar e está reestruturando diversas empresas. Vocês já decidiram como será a prática do trabalho remoto na TIM?
Ber: A empresa foi a primeira no Brasil a colocar 100% dos colaboradores em home office, pois tinha a experiência da pandemia na Itália. Numa ação de muito respeito aos funcionários, fez uma pesquisa sobre como cada um se sentia em relação ao home office e 98% responderam que queriam manter o sistema pelo menos uma vez na semana. A empresa já tinha um sistema de trabalho flexível remoto em que as pessoas podiam fazer a adesão.

Hoje, todos seguem em home office (100%) e está sendo desenhado um plano de volta com base também numa pesquisa feita com os colaboradores. Cerca de 35% querem voltar. Mas será totalmente voluntário, com treinamento, escalonamento e regras muito rígidas para manter a segurança e saúde de todos.

Como alguém que chegou num sistema totalmente à distância e digital, vejo que as equipes estão totalmente engajadas e com uma produtividade muito alta. Mas sinto falta da troca de ideias, que no meio do dia, sem uma reunião marcada, acontece. Isso enriquece muito o trabalho e a convivência.

 

‘Foi uma grande conquista para a MassMedia. Que seja de muito sucesso!’, celebra Bianca.

ADNEWS – De onde nasceu a ideia de trabalhar com a TIM? E como foi essa conquista para a MassMedia?
Bianca Neves: A MassMedia já trabalhava há seis anos com a TIM na frente de mensuração de resultados de comunicação. Até então, a empresa tinha duas agências para o trabalho com imprensa. Uma para relações com a imprensa e outra para mensuração de dados. Esse ano, pudemos participar da concorrência para o escopo completo. Foi uma grande conquista para a MassMedia. Crescemos muito nos últimos anos e hoje temos uma estrutura de pessoas e de escritórios e parcerias que nos permite atuar em todo Brasil, com um cliente como a TIM.

 

AD – Como funcionará a distribuição entre os funcionários da MassMedia para uma cobertura mais ampla pelo país?
Neves: Temos uma equipe de 15 pessoas para assessoria de imprensa e de quase 10 pessoas para a parte de mensuração de resultados e acompanhamento de dados. É um time bastante multidisciplinar. Temos jornalistas com perfis diversos, analistas de dados, engenheiros e designers. A maior parte da equipe está dividida entre Rio Janeiro e São Paulo. Temos duas agências parceiras atuando no Sul e no interior de São Paulo e o restante da equipe está distribuída em Minas Gerais, Brasília, Recife (como hub Nordeste) e Pará (como hub da região Norte).

 

AD – Como será o suporte entre a Zigg Comunicação e a ComTexto com a MassMedia? Como vocês chegaram ao nome das duas agências?
Neves: A Zigg atuará no Sul e a ComTexto, no interior de São Paulo. As duas agências são parceiras da MassMedia há bastante tempo. Atendemos outros clientes em conjunto.

 

AD – No ADNEWS, os assuntos mais tratados são inovação e tecnologia! Como a MassMedia trabalha com os recursos de Inteligência Artificial e ferramentas de machine learning?
Neves: Temos uma plataforma de tratamento e acompanhamento de dados em tempo real e desenvolvemos softwares que compõem essa plataforma e nos ajudam a analisar e desenvolver relatórios de inteligência em comunicação. Esses softwares usam inteligência artificial e machine learning para identificar comportamentos padrões e aprender o que é uma situação de risco, por exemplo. Também estamos começando a trabalhar com análise preditiva em comunicação, usando como base esses recursos.