Lisbon Festival 2016

Com palestras, conferências e jurados ilustres, Lisbon quer ser mais que um prêmio de publicidade

Lisbon

Lisboa está de braços abertos para a criatividade internacional. É esse o recado do segmento publicitário português ao criar o Lisbon International Advertising Festival.

A iniciativa foi de Ana Firmo Ferreira, diretora-geral dos Prémios Lusos, conhecida premiação local, que viu potencial na capital que está cada dia mais “na moda” e cheia de turismo. “Pensamos: Por que não criar um festival premium de publicidade em Lisboa? E fomos falar com a Câmara Municipal da cidade”, conta. Com o apoio do governo local nasceu o Lisbon, que terá sua primeira edição acontecendo hoje (14), com premiações, conferências e palestras.

De acordo com Ana, o número de trabalhos inscritos, cerca de 300, era o esperado para uma premiação nova. Mas a qualidade dos participantes surpreendeu. “São agências reconhecidas no mundo inteiro. Acho que isso vai ao encontro dos jurados que temos, tanto o Grand Jury quanto o Executive Jury são formados por pessoas extremamente reconhecidas em suas áreas, o que levou o festival para outro patamar”, afirma.

Sem economizar elogios aos jurados, ela contou que eles foram muito rigorosos nas avaliações. De acordo com ela, “cerca de um quarto dos trabalhos foram premiados”.

Isso se deu, principalmente, por um critério importante para o Lisbon, o de premiar o que é bom, inovador e diferente. “Porque se fosse para premiar mais do mesmo não faria sentido o festival existir”, constata.

Ainda falando dos integrantes da equipe julgadora, a diretora ressaltou a troca de cultura como um ponto alto: “Temos representantes de praticamente todas as áreas do globo. Portanto, quando algum membro não tem um conhecimento tão profundo sobre algum trabalho, o outro completa essa falha ao explicar o background da campanha”.

Sobre as expectativas para hoje, Ana disse que podemos esperar um dia de palestras fantásticas, com temas chave, que falam sobre storytelling, marcas com propósito e, claro, sobre um assunto de interesse unânime: como não deixar uma grande ideia morrer. Sobre a conferência final, quando Washington Olivetto falará sobre sua carreira, ela conta a que a organização já se preparou para a empolgação do criativo: “Já separamos cerca de uma hora e meia para ele”.

Ana não esconde o orgulho pelo sucesso de procura do Festival que começa daqui a pouco no Cinema São Jorge, no centro de Lisboa. A executiva revelou que a organização não esperava pela quantidade de pessoas que querem estar presentes hoje. “Nós optamos por uma sala de dimensão média, pois Portugal é pequena e, por ser primeiro ano, não estávamos esperando tanta gente de fora para vir assistir, mas isso realmente aconteceu”, conta.

Mas a que deve essa grata surpresa? Para ela, mais que da organização, o sucesso “é resultado dos jurados, oradores e também da cidade de Lisboa, que é uma chamada ótima para as pessoas verem o que é o festival”.

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