Defensoria do Rio aponta moralismo da Folha de S. Paulo em assassinato

Juliane

O caso de Juliane Duarte, morta na favela de Paraisópolis, localizada na Zona Sul de São Paulo e com alto índice de homicídios, foi alvo de grande repercussão nos últimos dias. Surpreendente, o assassinato foi comentado, por diversos veículos que justificam a morte da mulher pelo fato dela ter se identificado como PM após um furto no bar em que ela estava com amigas.

A soldado aproveitava seu primeiro dia de férias minutos antes de ser surpreendida por bandidos em um bar, onde foi capturada e brutalmente assassinada com um tiro na cabeça alguns dias depois. As publicações do caso foram alvo de diversos comentários que tentariam justificar sua morte devido ao lugar e a atitude que tomou ao identificar-se.

Esse eco negativo sobre o caso fez com que diversas pessoas e instituições se posicionassem a respeito. Assim, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro corrigiu a desrespeitosa manchete da Folha de São Paulo com o objetivo de conscientizar as pessoas de que, independente da situação, nenhum crime é justificável, acompanhado de um texto de luto à Juliane e a decepção acerca dos internautas. Confira abaixo:

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