Como era a propaganda na última vez que o Palmeiras foi campeão brasileiro

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O distante ano de 1994 foi emblemático no Brasil e em todo o mundo por diversos motivos. Entre eles, a morte de Senna e de Tom Jobim, o tetracampeonato da Seleção Brasileira nos Estados Unidos, o primeiro Oscar de Spielberg com a Lista de Schindler e o Plano Real, que conseguiu controlar a hiperinflação. Mas foi neste ano também que o Palmeiras conquistou o seu último campeonato brasileiro, tabu quebrado ontem (27), após 22 anos. 

Nos últimos dias, diversos veículos resolveram relembrar como era o mundo naquela época. Pegando carona neste mote, resolvemos compilar o que aconteceu na propaganda brasileira em 1994. E por incrível que pareça, foi um ano bastante agitado também para o nosso mercado. Confira abaixo alguns dos fatos mais marcantes (e ajude-nos a engrossar esta lista no campo de comentários):

Vamos começar pelo óbvio. Ninguém havia falado em mercado digital ainda. O motivo era simples: não existia internet no Brasil.

A distribuição de verbas publicitárias era bem diferente: TVs (58,2%), Jornais( 25,7%), Revistas (7,4%), Rádio (4,4%) e Out of home (4,3%). (dados publicados pela Folha)

Marcas famosas por seus produtos e também por suas propagandas ainda existiam, como Kolynos, Bamerindus (como esquecer aquele Jingle da poupança?), Mirinda, Mappin e Vasp. 

O Governo Federal abriu as portas para que as agências multinacionais passassem a fazer campanhas para os órgãos públicos e estatais. Com isso, grandes contas publicitárias como Caixa, Petrobras, Banco do Brasil e até mesmo o Banco Central, passaram a ser atendidas por agências multinacionais.

Termos como mídia programática, streaming, mobile e social media só seriam conhecidos quase uma década mais tarde.

Agências como Salles, MPM e Norton ainda estavam em plena atividade.

O Garoto Bombril, interpretado por Carlos Moreno, e criado pela DPZ, entrava para o Guinness Book como o garoto-propaganda mais antigo do planeta.

Fábio Fernandes abria a operação da F/Nazca, em sociedade com Ivan Marques e Loy Barjas.

Ao lado de Camila Franco na DM9, Nizan Guanaes criava uma das campanhas de maior sucesso da Honda no mercado brasileiro. O filme “Monotonia” apresentava o ator Paulo Berti Fogueira e uma canção que tomou conta do Brasil e, de quebra, levou o GP de mercado no Prêmio Profissionais do Ano 1994/95.

Marcello Serpa já era um dos diretores de arte mais premiados do Brasil. Um ano antes, ao lado de Nizan, foi responsável pelo primeiro Grand Prix do Festival de Cannes em mídia impressa do país, com a campanha para o Diet Guaraná em 1993.

Washington Olivetto já era há bastante tempo o maior nome da propaganda brasileira. Neste ano, o famoso cãozinho da Cofap (raça Dachshund), um dos maiores mascotes da história da publicidade nacional, tornou-se mais conhecido que o Plano Real.

Assim a Gradiente anunciava os primeiros celulares.

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