Quando as "brigas" entre marcas aconteciam no offline

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	As &quot;brigas&quot; entre marcas do passado (Reprodu&ccedil;&atilde;o)</p>

Na última semana, a internet viu uma pequena discussão entre marcas no Twitter. Os apps Viber e Telegram "brigaram" no microblog e foram "apartados" pela Samsung (veja aqui). No ambiente digital, este tipo de interação entre marcas foi facilitado. Mas como isso acontecia nas chamadas mídias tradicionais?

O Adnews resolveu relembrar alguns casos antológicos de "brigas" entre grandes marcas.

Confira:

BMW vs. Audi

A "guerra dos outdoors", como ficou conhecida a disputa entre BMW e Audi, mostrou que provocar, âs vezes, não é a melhor ideia.

A Audi instalou um outdoor em Santa Mônica com um texto que dizia "Your move, BMW" (algo como "sua vez, BMW"), como se estivessem numa partida de xadrez.

A BMW foi curta e inteligente: montou outro outdoor ao lado com a frase "Checkmate".

Apple vs. Microsoft

Antes de se tornar a gigante de hoje, a Apple atacou (e muito) alguns de seus principais rivais. O caso mais famoso aconteceu com a Microsoft.

A campanha Get a Mac, assinada pela TBWA, mostrava, de maneira jocosa, a diferença entre um usuário de PC e um de Mac.

Coca-Cola vs. Pepsi

Esta é "a" guerra entre marcas. O ápice aconteceu nos anos 80, nos Estados Unidos. São vários episódios de provocações. A maioria, é claro, partiram da Pepsi, já que o market share da Coca é consideravelmente maior.

Uma das provocações mais marcantes ocorreu quando a Coca resolveu lançar a "New Coke" para combater a Pepsi. Uma bebida com sabor para o público jovem. O problema é que o tal público não gostou do produto e a Pepsi não perdeu a oportunidade de tirar um sarro.

Burger King vs. McDonald's

Outra "briga" famosa vem do setor de fast-food. Especificamente entre Burger King e McDonald's, sendo que o primeiro é o grande provocador da história. Como neste filme dos anos 80.

E no Brasil?

Aqui no Brasil as provocações são mais tímidas e, geralmente, ocorrem sem a citação do nome da marca rival ou apenas nos bastidores da campanha.

Neste filme de Bombril, por exemplo, o clássico personagem de Carlinhos Moreno mostra embalagens dos rivais, mas não cita seus nomes e nem exibe os rótulos.

Já esta campanha da Nova Schin deu o que falar. Diferentemente do que acontece nos Estados Unidos, Nova Schin e Brahma nunca citaram umas às outras. Mas, mesmo assim, a discussão foi feia.

Tudo começou com o filme abaixo:

O problema é que o cantor Zeca Pagodinho mudou de lado e virou garoto propaganda da Brahma. A Nova Schin, é claro, não gostou.

A marca lançou um filme com um sósia do Zeca. Ambientado num bar, o vídeo mostra "Zequinha" (nome do personagem) sendo provocado por um amigo a trocar de cerveja 'por 300 mil'. Ele não aceitava. O amigo insistia, e questionava se ele faria a troca por 1 milhão. Ele negava de novo.

Por fim, a pergunta foi se ele mudaria de cerveja 'se ganhasse três milhões'. Resposta positiva, além de um texto polêmico. "E falo que amo e ainda beijo na boca e rodo até a baiana". Sem contar a cereja do bolo: no cenário do comercial havia uma placa com o seguinte aviso: 'Prato do dia: Traíra'.

O Conar não gostou, Zeca não gostou, Brahma não gostou, mas a história permanece.

Talvez a grande lição de todos esses exemplos venha de uma cola e de um filme clássico criado em 1989 pela então Standard, hoje Ogilvy & Mather, para a cola Araldite.

Lembrando a ação da Samsung no Twitter (ou seria o contrário?), a marca tirou proveito da "briga" entre Coca e Pepsi para se promover de maneira genial.

Por Leonardo Araujo

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