Skol e parceiras criaram a "Marcas Aliadas": Entenda a ação direto de quem a fez

skol abre

SKO. É assim, sem o “L”, que veremos escrito o nome da cerveja neste mês pelas redes sociais. Com este movimento, a marca expande o apoio à causa no mês que celebra a Parada do Orgulho LGBT em São Paulo. Alinhada ao empenho de gerar mais luz sob a discussão do tema, a empresa, patrocinadora oficial do evento há três anos, convidou outros integrantes para essa “festa colorida”.

E não estamos falando de qualquer convidado, mas sim, de se aliar a marcas que “também acreditam na construção de uma sociedade que valoriza o respeito”, como salientou a Skol por nota.

Juntamente com a “Sko”,  Burger King, Bis, Trident e quem disse, berenice? “doarão” suas primeiras letras. As empresas, por sua vez e igualmente à cervejaria, vão doar parte de seus nomes (e também de dinheiro propriamente dito) para ajudar instituições relacionadas à militância LGBT.

Para entender melhor toda a ação, conversamos diretamente com a Skol, por meio do seu gerente de marketing, Daniel Feitoza, e com Pedro Prado, diretor de criação da F/Nazca, responsável pela concepção desta comunicação, para entender melhor de onde partiu o insight para a campanha, como ela se amarra tanto à marca quanto à agência, iniciativas internas e mais.

O resultado você confere aqui abaixo:

Qual o objetivo da campanha?

Skol: A Skol sempre foi uma marca muito democrática. Queremos trazer para a Parada não apenas o público LGBTQ+, mas também criar uma discussão sobre o assunto. Nosso desejo é ir mais longe. Até por isso, essa iniciativa engloba o apoio a algumas instituições que apoiam a causa. Essa não é uma discussão que começa agora e se encerra no fim do mês. É um assunto constante, que não pode fugir do nosso cotidiano.

F/Nazca: Gerar uma conversa positiva sobre a importância dos aliados na luta pelos direitos LGBTQ+.

Como ela se conecta com a comunicação da empresa?

Skol: Skol está evoluindo com a sociedade. Isso não se reflete apenas em nossos produtos, mas na mensagem que tentamos transmitir para os consumidores. Nossas iniciativas sempre tiveram a intenção de gerar uma discussão sobre diversos assuntos, entre eles, a causa LGBT+.

F/Nazca: Essa não é primeira vez que Skol e Trident tomam atitudes de marcas aliadas. As duas vivem um crescente movimento de inclusão e diversidade em seus discursos e atitudes, seja patrocinando a parada ou firmando parcerias com personalidades que representam a causa. Certamente são marcas que entendem a importância de fazer parte dessa conversa e que têm construído de forma consistente um caminho para expressar esses valores.

De onde surgiu o insight do projeto?

Skol: Esse é um movimento que começou há algum tempo dentro da companhia e a cada ano buscamos ampliar essa conversa. Somos a patrocinadora oficial da Parada LGBT de São Paulo pelo terceiro ano seguido, mas a causa não é uma discussão que começa ou termina com o evento. Falar de aliados à causa é um assunto que envolve todos os setores da sociedade e que precisa ser falado sempre. Então, precisávamos ter algo inovador, que não tínhamos feito ainda. Nossa ligação com a luta LGBT não é nova, mas nossas ações precisam ser. Queríamos criar algo que gerasse discussão e pudesse mudar ainda mais a realidade dessas pessoas.

F/Nazca: Da palavra "aliados". E aliados se faz com união, com participação, com soma.

A ideia era ir além da publicidade tradicional e mobilizar marcas em torno do tema, ligando um verdadeiro holofote sobre a causa.

O que levou à busca de parcerias?

Skol: Skol sempre foi uma marca muito democrática, valorizamos muito a pluralidade. Dessa vez, buscamos trazer mais pessoas para se envolverem com essa causa. É uma continuidade do nosso filme em homenagem ao Dia do Orgulho LGBT de 2017, quando falamos da importância dos aliados nessa luta. Quanto mais marcas perceberem que podem influenciar as pessoas a aderirem e espalharem essa mensagem de respeito, melhor.

F/Nazca: Além da letra do logo, procuramos por marcas que, assim como Skol e Trident, tivessem uma compatibilidade com o tema e mostrassem um verdadeiro comprometimento com a causa.

Quem pensou na ligação das letras iniciais da sigla com as marcas escolhidas? Como foi esse processo?

Skol: A intenção da ligação das letras com as iniciais da sigla com as marcas foi para gerar um impacto maior e chamar a atenção das pessoas. Quem não tem muita ligação com a causa vai achar estranho quando encontrar uma SKOL sem um L. Isso vai gerar curiosidade, chamar a atenção para o assunto e criar discussões sobre a causa. Tivemos um cuidado muito grande no convite às marcas, algumas não puderam participar, outras não quiseram parecer oportunistas. Então, esse foi um ponto de grande atenção de todos os participantes do projeto, inclusive o nosso. A questão envolve culturas corporativas diferentes, tornando as conversas complexas. Mesmo assim, a resposta sempre foi muito positiva.

F/Nazca: Pensamos, juntos, nas possíveis marcas, mas não bastava ter a LETRA, era preciso ter um DNA que encaixasse na campanha. Foi um processo trabalhoso pra caramba porque envolveu outras culturas de empresas. Corre daqui, liga dali, algo complexo dado ao curto espaço de tempo. Ainda assim, não posso dizer que tenhamos tido grandes dificuldades conceituais.

As marcas abraçaram a ideia de cara. E isso nos deixou muito feliz. Como profissionais e como cidadãos.

Existem outras marcas que já sinalizaram vontade de participar do projeto?

Skol: Muitas marcas já se mostraram interessadas em entrar no movimento, algumas que já tinham suas próprias causas e outras que têm uma política de inclusão, mas nunca tinham levantado essa bandeira.

Por que é importante para a Skol "engrossar" o coro da questão LGBTQ?

Skol: Esse é o terceiro ano que participamos diretamente da Parada. Sempre defendemos as causas do respeito e da inclusão em nossa história. Não é apenas entrar no assunto. Mas gerar discussão em torno de uma causa. As pessoas são diferentes, possuem gostos diferentes. Então, temos de estar atentos para todos. Existe espaço para todos, sem qualquer tipo de preconceito.

F/Nazca: Esse assunto não é importante só para a F/Nazca ou para as marcas, mas para o mundo. Para um mundo com mais amor e menos ódio.

Existem ações internas na empresa para este recorte específico?

Skol: A cervejaria Ambev sempre adotou internamente as mesmas ações que passa para seus consumidores: de um ambiente democrático, de respeito, inclusão e diversidade. Não adiantaria nada vender essa imagem se não adotássemos essa mesma postura internamente na companhia Ambev. Funcionários LGBT organizaram em 2016 o grupo LAGER (Lesbian and Gay and Everyone Respected) que é responsável por promover um ambiente de trabalho com condições de respeito a todos, reafirmado com Carta de Compromissos do Fórum de Empresas e Direitos LGBT, da qual somos signatários. O LAGER também desenvolveu um treinamento específico para os profissionais da área de Gente e Gestão da Ambev que participam de entrevistas com candidatos a vagas na companhia.

- Como a campanha se conecta com a comunicação das marcas que a agência cuida?

F/nazca: Essa não é primeira vez que Skol e Trident tomam atitudes de marcas aliadas.

As duas vivem um crescente movimento de inclusão e diversidade em seus discursos e atitudes, seja patrocinando a parada ou firmando parcerias com personalidades que representam a causa. Certamente são marcas que entendem a importância de fazer parte dessa conversa e que têm construído de forma consistente um caminho para expressar esses valores.

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