99 rebate comentários preconceituosos em post no Facebook

99

O direito à liberdade é garantido e expresso na Constituição Federativa da República desde 1988, o que pressupõe uma sociedade plural e “livre de preconceitos”. Indo um pouco mais a fundo, a liberdade de expressão mais especificamente é protegida pela Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Apesar disso, a liberdade quanto a orientação sexual não é de fato plenamente reconhecida fora do sistema jurídico por aqui. A 99 acaba de ser vitíma desse comportamente de descriminação que deixa a teoria tão longe da prática vista e vivida diariamente.

Em sua página do Facebook, Vou de 99, a marca cria conteúdos que têm sinergia com seu universo de atuação. Entre os temas se encontram “pílulas” dos motivos para usar o serviço, como “voltar para casa sem preocupação”, o que é facilmente entendível. Infelizmente, o post com a razão #84 não participou desse entendimento. Por lá alguns internautas contestaram o post por conter a foto de um casal composto por dois homens.

O interessante de reparar é a postura da marca diante dos comentários claramente preconceituosos (por mais que ocorram de forma não assumida), confira:

Em tempos de presença assídua dos haters nas campanhas que tratam de temas tabus (como aconteceu com a Omo ao tentar o “recall de brincadeiras que reforçam clichês de gênero” e também com a Avon e sua campanha “Repense o Elogio”), fica a pergunta: Será que o ódio incrustado e amparado no preconceito vai vencer?

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