"Brasil viveu um momento VHS da Realidade Virtual"

Confira como foi o Primeiro Congresso Brasileiro de Realidade Virtual

Vivemos um momento único na história da revolução digital, finalmente podemos nos transportar para outros mundos, viver experiências nunca antes imaginadas, graças aos esforços de uma incrível comunidade global que cria, inventa, produz e divulga produtos e serviços de vídeo 360º e narrativas imersivas com conteúdo e qualidade.

Pensando nisso, o primeiro Congresso Brasileiro de Realidade Virtual (BRVR), reuniu produtores de conteúdo, pesquisadores, visionários e entusiastas em novas tecnologias e linguagens que, desde o começo de 2010, formam o mercado da realidade virtual no Brasil.

Por tudo isso, no BRVR 2016 foi possível vislumbrar um painel diversificado onde produtores, agências, marcas, pesquisadores e todos os outros atores desse palco digital se uniram com o objetivo de qualificar cada vez mais o universo VR no Brasil.

O evento, com a curadoria de Fabio Hofnik, ocorreu sábado (15) no auditório da FIAP, em São Paulo. Ao todo, 435 participaram do Congresso, que além de reunir profissionais destacados do mercado também abrangeu uma exposição que propiciava a experiência dos inscritos nas tecnologias mais recentes em realidade virtual do mundo.

As mesas de conversa tiveram início com o próprio Fabio apresentando um panorama sobre o mercado atual de realidade virtual e como o Brasil está conquistando seu lugar neste mapa. O curador relembrou que há alguns anos tínhamos a realidade virtual como algo muito distante, proveniente apenas de filmes e livros de ficção científica, porém, atualmente esta visão já está ultrapassada. “Por isso, é tão importante um evento como este, que mostre a realidade atual deste mercado no Brasil”, finalizou Fabio.

Fabio explicando sobre a evolução de jogos imersivos como Myst e Riven (Divulgação/Facebook)

Após as apresentações inicias, deu-se início às conversas, que contaram com nomes renomados que aprofundaram a visão sobre o tema. Ricardo Laganaro, diretor da produtora de cinema O2, contou que quando começou sua imersão neste mercado nos encontrávamos em um momento ultrapassado. "Brasil viveu um momento VHS da realidade virtual", explica.

O diretor demonstra que com esforço, estudo e parcerias como as da Pannograma, por exemplo, foi possível consolidar uma revolução em produção. Para ele, o Brasil já se encontra bem posicionado em relação aos outros países, mas o caminho ainda é longo e antes de tudo “é necessário fazer um mercado, se ajudar, depois nós podemos concorrer um estúdio com o outro, mas agora é momento de conversarmos e evoluirmos juntos”, disse Laganaro.

Laganaro, realizador do video 360º para a cantora Ivete Sangalo, que é o clipe 360º mais visto do mundo, contando sobre como é captado cada vez melhor imagem e som com os novos aparelhos (Divulgação/Facebook)

Ao final do dia, em um debate que discutia o futuro da Realidade Virtual, Ronaldo Gazel, professor especialista em inovação e interatividade, e a futuróloga Camila Ghattas foram convidados para conversar sobre o que podemos ambicionar desta tecnologia.

O professor comunicou que como vivemos em um mundo tão dinâmico, a realidade virtual é uma macro revolução entre tantas. Para abalizar sua explicação, ele levantou dados da última pesquisa do instituto Gartner, especializado em pesquisas e consultorias sobre tecnologia. Segundo o último estudo da fundação, é perceptível que a realidade virtual já se enquadra no estágio em que é uma tecnologia amplamente compreendida pelo público leigo.

Camila Ghattas, fechou dizendo que o principal para esta tecnologia é se aproximar ainda mais da população é o reconhecimento de como é importante perceber que a realidade virtual tem seu principal alicerce em empatia e em como promover experiências atrativas. Conseguindo decodificar estes anseios e utilizando os dispositivos corretos, a realidade virtual tende cada vez mais a deixar de ser algo do futuro, distante, para se consagrar como algo próximo, uma revolução diante de nossos olhos.

Além de futuróloga, Camila é co-fundadora da Diip, uma consultoria de inovação que desenvolve diversas soluções e evoluções para pessoas, marcas e negócios (Divulgação/Facebook)

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