5 casamentos entre tecnologia e a criatividade na propaganda brasileira

Confira alguns trabalhos que conseguiram superarar as limitações tecnológicas do país

“Antigamente, a ideia da engenharia não combinava com a da criatividade. Mas esse erro de programação foi corrigido, e os engenheiros hoje podem ser mais criativos do que alguns criativos”. Tal frase, sobre tecnologia, foi mencionada pelo publicitário baiano Nizan Guanaes.

Já o japonês Rei Inamoto, diretor de criação global da AKQA, acredita que o modelo de criação moderno não envolve mais o tradicional método “art” + “copy” e sim “art” + “code”. Não à toa, hoje um grande nome do segmento mundial, ele promove a total integração entre a tecnologia e a criação. O mercado brasileiro, com todas as suas limitações naturais em termos de falta de cultura e investimento na área tecnológica, na medida do possível consegue driblar os obstáculos pelo caminho e construir essa ponte que pode levar a marca ao coração das pessoas.

É importante lembrar, entretanto, que a tecnologia é atualmente uma importante aliada e que não faz nenhum sentido sem um propósito. “É preciso fazer coisas de verdade. Não são as pessoas que precisam aprender sobre a tecnologia, mas sim a tecnologia é que precisa aprender com as pessoas”, disse o superintendente de marketing do Itaú, Eduardo Tracanella, em umas de suas palestras recentes.

Confira abaixo alguns cases brasileiros que conseguem aliar tecnologia e criatividade em sua estratégia:

Meeting Murilo

A equipe de criação da Mood desenvolveu o case “Conhecendo Murilo”, que ganhou uma série de prêmios no Cannes Lions 2015. Em campanha para a marca Huggies, da Kimberly Clark, a agência capturou o formato do rosto de alguns bebês, ainda no útero de suas genitoras, e depois os reproduziu em 3D. A ideia era homenagear mães com deficiência visual, incapazes de ver e acompanhar adequadamente o ultrassom de seus filhos. O resultado é emocionante e só foi possível depois de um trabalho de modelagem dos arquivos para que fosse possível a leitura em um software 3D.

“Fiat Safe Key”

Em parceria com a montadora italiana, a Isobar Brasil desenvolveu uma chave-canivete especial, com bafômetro integrado. Para abri-la, o usuário deve soprar o dispositivo, que só libera a chave do carro caso não sejam identificados traços de álcool. A ideia é que a dificuldade em liberar a chave incentive o motorista a não dirigir depois de beber.  

Ticket Books

Para estimular a leitura no metro, a editoria L&PM aproveitou o Dia do Livro de uma maneira inusitada. Uma ação criada pela Africa distribuiu gratuitamente 1.500 livros pela cidade. Destes, 300 traziam uma surpresa: funcionam como bilhetes do metro. Criados especialmente para a ação, os Ticket Books possuem um chip em suas capas com tecnologia equivalente a do Bilhete Único, tornando-os recarregáveis.     

Anúncio Protetor

Quem nunca ouviu falar no premiado case “Anúncio Protetor”, criado pela FCB Brasil para a Nivea e o primeiro trabalho brasileiro a conquistar o GP e Mobile no Cannes Lions? A peça se transformava em uma pulseira que, ao ser sincronizada com o aplicativo NiveaProtege, era capaz de monitorar pelo celular a distância que a criança estava dos pais na praia. Quando a criança ultrapassava o limite estabelecido, o aplicativo emitia um alerta.

Ursinho Elo

A DM9Rio usou a tecnologia para criar uma trabalho emocionante para o Hospital Amaral Carvalho, considerado uma referência da oncologia infantil no Brasil e na América Latina. As crianças ganharam um ursinho de pelúcia especial, chamado “ELO”, que conectava os pequenos com os seus círculos afetivos. Bastava apertar a mão do ursinho para ouvir notas de áudio enviadas a qualquer momento por familiares e amigos via WhatsApp.

Por Renato Rogenski

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