As redes sociais já fazem parte do dia a dia das pessoas há bastante tempo. Uma pesquisa recente feita pela Rock Content, startup de software as a service, apontou que no Brasil, 96,2% dos usuários de internet estão em alguma rede social, 18,2% a mais do que mostrou o estudo do no passado. Mesmo assim, muitas delas crescem e morrem rapidamente e esse é um retrato do que vivemos hoje. Há uma volatilidade muito grande, as coisas surgem muito rápido e acabam na mesma velocidade.

Como o caso do Orkut, por exemplo, apesar de ser uma rede que todos gostavam muito, aliás, umas das primeiras que mais se assemelham as que usamos hoje e que aculturou os brasileiros em relação a social, não durou muito tempo após a chegada do Facebook. Isso porque tudo evolui muito rápido, principalmente na internet, e o Orkut não acompanhou as mudanças que os usuários ‘pediam’. Dessa maneira, o Facebook ocupou o espaço e ainda hoje é umas das redes preferidas dos brasileiros. Um dos motivos de continuar em ‘alta’ é por estar sempre se reinventando e atualizando suas funcionalidades, de acordo com as expectativas das pessoas.

Outra que recentemente chegou ao fim foi o Google Plus. Sua proposta era muito interessante, porém, bem distante do que o perfil de usuário está procurando quando acessa uma rede social. Além disso, muitas pessoas se perguntam por que ter mais de uma, quando você tem uma que contempla todas as suas necessidades?

É preciso que algo seja realmente inovador para despertar o interesse dos usuários. As redes sociais que surgiram com ideias diferentes, como o Instagram e o Snapchat, por exemplo, rapidamente receberam propostas de compra do dono do Facebook. A primeira foi comprada e hoje em dia é a quarta rede mais acessada do Brasil. Já o Snapchat, recusou e é uma das menos acessadas, ficando em 10º lugar e em 17º no ranking mundial, de acordo com o estudo produzido pela We Are Social, agência global de marketing, em parceria com a plataforma de mídia Hootsuite, um sistema norte-americano especializado em gestão de marcas na mídia social.

Outro ponto a ser levado em consideração é que o perfil de usuários nas redes muda muito de uma para outra. E a tendência é que isso continue em constante transformação com a chegada de novas gerações. Muitas empresas já perceberam isso e sabem muito bem onde e como impactar seus públicos de interesse. O estudo da Rock Content mostrou também que 43,6% das empresas fazem divulgação nas redes sociais seguindo um calendário editorial e alcançam uma média de visitas 1,5 vezes maior do que aquelas que não utilizam o recurso. O que mostra a relevância de ter a sua empresa nas redes hoje em dia.

Em linhas gerais, o que fica claro é a importância de estar sempre atualizado e de acordo com as tendências do mercado e com as redes sociais é a mesma coisa. Além disso, sabemos que as gerações atuais cansam muito mais facilmente de tudo e a tendência é que isso seja ainda mais presente com as gerações que estão chegando. Sendo assim, o meu questionamento é: as redes sociais têm prazo de validade? Acredito que vale pensar que é preciso se reinventar sempre porque, assim como a tecnologia, as pessoas estão em constante evolução e em busca de novidades.

Eduardo Prange é CEO da Zeeng – Data Driven Platform, e atua com Marketing Digital há mais de doze anos, com participação em mais de cem projetos relacionados ao tema.

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