Filme legendado 'rouba' 25% da atenção do telespectador

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Pesquisa foi realizada pela IPDOIS Neurobusiness

Uma pesquisa realizada com 60 alunos da União Educacional de Cascavel (Univel), no Paraná, em maio de 2012, revelou o comportamento do telespectador em relação à  diferença na visualização de filmes legendados e dublados.

 
Diferente da opinião popular, de que os filmes legendados são melhores de assistir, – pois, conservam o ambiente original do filme e também ajudam no aprendizado de idiomas -, o resultado da pesquisa, baseada em estudos neurocientíficos, mostrou que as pessoas ao optarem por filmes legendados perdem uma parte da visualização do todo e que é fundamental ao entendimento do enredo em uma produção.
 
Por meio da técnica de Eye Tracking, ferramenta de neuromarketing que permite mensurar com exatidão o movimento ocular dos telespectadores, foi possí¬vel verificar qual o tempo gasto pelos voluntários na leitura das legendas e na visualização do filme. Os pesquisados passaram 25% do tempo lendo as legendas.
 
Para o pesquisador e coordenador da pesquisa, Marcelo Peruzzo, isto comprova que os filmes legendados atrapalham significativamente a maneira como a mensagem chega ao telespectador. "A pessoa não consegue ver ao mesmo tempo o que se faz no filme (linguagem não verbal) e o que é escrito na legenda (linguagem verbal), portanto, acaba se confundindo. Ou seja, ao ler a legenda, perde o movimento não verbal dos personagens, que transmitem, principalmente, emoções e sentimentos, fundamentais para o entendimento completo do filme", diz o pesquisador.
 
Segundo ele, mesmo de forma inconsciente, as pessoas, ao optarem por um filme legendado, não tem a chance da experiência completa e consequentemente têm uma interpretação equivocada do enredo. "Por meio desta técnica de pesquisa, podemos verificar que o estresse é maior ao assistir um filme legendado do que ao assistir um filme dublado. Percebemos que a busca pela informação não verbal e verbal nos filmes legendados é tão intensa que é possí¬vel verificar o desespero do sistema visual, e, consequentemente do cérebro, em entender o que se lê e o que se vê ao mesmo tempo", completa Peruzzo.
 
 
 
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