Xuxa chama Marco Feliciano de "monstro" no Facebook

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Outros famosos também aderiram à campanha contra deputado que é acusado de racismo e homofobia

Celebridades brasileiras manifestaram na internet seu repúdio à nomeação do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Grande parte dos protestos foram feitos neste fim de semana. Feliciano foi eleito na última quinta-feira (7), com os votos apenas de parlamentares da bancada evangélica. Entre os protestos mais fervorosos está o de Xuxa, que chegou a chamar o político de "monstro".

 

"Todo mundo sabe o quanto eu respeito todas as religiões, mas esse homem não é um religioso, é um monstro", disse a apresentadora.

 

Xuxa não foi a única global a manifestar sua revolta. O apresentador Luciano Huck citou a eleição do novo Papa e comparou com a de Marco Feliciano. "Se o conclave papal seguir a lógica do Congresso Brasileiro p/ eleger seus presidentes de comissões, é capaz do Ahmadinejad virar Papa", chacoteou.

 

Além deles, outros nomes famosos também questionaram a nomeação do pastor ao cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos. Eduardo Sterblitch, do Pânico, utilizou o vídeo em que Feliciano pede a senha do cartão de um fiel para criticar a nomeação do pastor. "Tirem um minuto das conversas e pequenas coisas no Facebook para me ajudar a COMPARTILHAR ESSE IMBECIL…", vociferou.

 

Além deles, o ator Sérgio Marone, o apresentador Marcelo Tas, o autor Aguinaldo Silva, entre outros, também se mostraram indignados com a nomeação nas redes sociais. A maioria dos protestos foi reproduzida na fanpage Cartazes & Tirinhas LGBT.

 

Vale lembrar que no dia de sua eleição, Feliciano disse que vai propor a criação de um minigrupo para debater “todos os assuntos de forma bem democrática”. O pastor acrescentou que vai dar a resposta aos contrários ao seu nome trabalhando em defesa dos direitos humanos de todos os segmentos.

 

“O trabalho que vamos executar vai mostrar ao povo brasileiro que não sou homofóbico. E, caso cometesse esse crime [referindo-se a racismo], teria que pedir perdão, primeiramente, à minha mãe, uma senhora de matiz negra”, disse o parlamentar na ocasião. “Quero lembrar que os direitos humanos são fundamentais. Sei o que é ser discriminado, sei o que se passa em nosso país”, discursou Feliciano.

 

Redação Adnews

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