Como e por que os influenciadores garantiram espaço na publicidade?

Whindersson

Se você é fã de redes sociais provavelmente já deve ter perdido as contas de quantas vezes viu a hashtag #publi ou #publieditorial após uma foto de alguém segurando um produto ou aproveitando algum momento especial, certo? Seja uma pessoa ligada em moda, livros, esportes, beleza ou tantos outros assuntos, o que mais é possível enxergar, nos últimos anos, é a ascensão destes ‘garotos-propaganda’ que muitas vezes recebem produtos ou negociam valor por publicações feitas no Facebook ou Instagram. Estes são os famosos digital influencers (influenciadores digitais, em tradução literária).

Para a maioria de nós, não faz muito sentido ver o crescimento desta nova profissão, então acabamos nos perguntando com frequência o que um influenciador, blogueiro ou youtuber pode trazer de bom para a vida das pessoas que consomem os seus conteúdos.

No entanto, é possível responder essa pergunta central rapidamente com uma atitude: analisar a onda desses influenciadores sob a ótica de marcas e o retorno que eles geram a elas. Assim, tudo já muda de figura.

É necessário lembrar que a vida do consumidor, o atual “usuário”, não comporta mais espaço para conteúdos extensos, difíceis de serem lidos/assistidos. Somos consumidores ávidos por informação a todo o momento, o que gera muita ansiedade e principalmente, estafa mental. Então, em meio a essa quantidade de conteúdo disponível, o normal é que quem for mais relevante para o usuário vai atrair mais atenção e maior interação com as ideias e/ou produtos apresentados.

Os novos usuários, em especial os millennials, não compram pelo impulso da velha publicidade, eles são muito mais envolvidos com as atitudes políticas, levantam bandeiras e pregam uma vida mais desprendida. Mesmo assim, essa já é a geração que mais consome em nosso país.

Eles procuram se relacionar nas mídias digitais com marcas, com personas que os entendem e têm um mundo mais parecido com o seu. Em resumo, procuram alguém que fale a sua língua. E é aí que entra o papel do influenciador. Apesar da pouca experiência na mídia e até a pouca formação, na maioria das vezes, estas pessoas conseguem atingir o público em cheio, gerando vendas e muitas vezes esgotando os estoques de marcas. Isso tudo por que conseguem influenciar os leitores ou espectadores, seja para o bem, ou para o mal.

A relação é proporcional à percepção de valor que um jogador de futebol tem. Muitas vezes as pessoas não entendem os ganhos astronômicos destes profissionais. Muitos até condenam o montante, sem perceber que, na verdade, aquele valor é baseado não só no salário do clube, mas, sim, no awareness que aquele profissional gera para as marcas, muitas vezes retfletindo em retorno em vendas.

Seja jogador, garoto-propaganda ou influencer: no mundo dos negócios só acaba o que não dá resultado. E, enquanto os influencers, por menos preparados ou experientes que sejam, trouxerem os consumidores que as marcas tanto almejam, eles estarão aí, com milhões de visualizações em seus conteúdos, recebendo por cada publicação e muitas vezes ainda sem sentido para a maioria de nós.

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