"Tinder" da reciclagem ganha prêmio de inovação

cataki

Problemas reais necessitam de medidas efetivas. Foi à partir da demanda que o grafiteiro e ativista Mundano idealizadou o Cataki, aplicativo sem fins lucrativos que conecta catadores com pessoas e empresas que querem descartar materiais recicláveis. De julho até fevereiro, a empreitada já recebeu registro de mais de 300 catadores e 30 cidades brasileiras.

Sabia que os catadores são responsáveis por quase 90% da reciclagem de todo o lixo? Ainda assim, você consegue lembrar ou sabe para onde encaminhar esse tipo de detrito? O projeto que faz este meio de campo deu tão certo que venceu nesta terça-feira, 13, o prêmio de inovação do fórum Netexplo, concedido a projetos de tecnologia com maior impacto social e nos negócios. 

Ao todo foram dois mil projetos avaliados pelo fórum, observatório independente de estudos sobre o impacto de tecnologias na sociedade e nos negócios, em parceria com a Unesco. E o Cataki foi selecionado como o grande vencedor.

Engana-se quem possa pensar que a tecnologia é restrita a quem tem smartphones. Breno Castro Alves, coordenador do projeto, explica que, como se trata de “uma população muito vulnerável que ainda sofre com a exclusão digital”, foi pensado um conceito colaborativo que não demanda muita tecnologia. Ainda de acordo com Breno, "o Cataki propõe um contato real, permitindo que pessoas de diferentes classes sociais conversem sobre um problema comum."

Alves, explica como o app funciona: "Os catadores são cadastrados num banco de dados e começam a receber ligações dos usuários do app que querem descartar móveis, eletrônicos, vidro e papéis". Pelo próprio aplicativo é possível ver o perfil dos catadores mais próximos e fazer uma ligação para combinar o horário e local da coleta. Também é viável estipular o preço do serviço.

Foi-se o tempo que “match” era sinônimo só de “pegação”, e ainda bem, não é?

Deixe seu comentário: