Ben & Jerry’s patrocina o Love Fest e reforça sua luta contra a LGBTFobia

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O Brasil, segundo a ONG Transgender Europe, é o país que mais mata trans no mundo. Para se ter uma ideia, entre 2009 e 2014, foram registrados 691 assassinatos, o representando 51% dos homicídios transfóbicos registrados no mundo. Além dessas agressões físicas, a violência também se manifesta de outras formas como, por exemplo, no mercado de trabalho, onde 38% das empresas brasileiras afirmam que não contrataria uma pessoa LGBT para trabalhar em cargos de chefia (Elancers) ou na educação, onde o índice de evasão escolar de pessoas trans chega a 82% (Comissão da Diversidade Sexual da OAB).   

Neste carnaval a Ben & Jerry’s renova sua parceria com a Rua Livre e se une a mais uma edição do Love Fest. O bloco, na capital paulista,  celebra  o amor e a pluralidade, mas acima de tudo combate a LGBTFobia. Na visão da marca, “nada como aproveitar um espaço de tanta liberdade de ser,  para falar de um assunto tão importante”.

Durante a passagem do bloco, no dia 12 de fevereiro, a marca vai puxar ainda mais a discussão sobre pluralidade e respeito, promovendo discursos com a presença de convidados militantes na causa que abordarão questões de gênero, assédio, violência, entre outros temas importantes, como a ocupação dos locais públicos de onde muitas vezes essas pessoas são afastadas ou expulsas. Cada momento será representado por uma letra do movimento LGBT, entre os confirmados estão: Luana Hansen, André Giorgi, Carina Rocha, Erika Hilton e Yago Neres.

Ben & Jerry’s também irá colher dados dos foliões com o intuito de levantar alguns números e histórias sobre LGBTFobia. A iniciativa acontecerá em dois momentos: em uma plataforma online (disponível a partir de 10 de fevereiro) e com pesquisadores in loco durante a folia. Ao todo, serão 45 pesquisadores em 9 blocos durante o carnaval.  As estatísticas servirão como subsídio para as próximas ações da marca e suas ONGS parcerias.

Encontro pré-carnaval

Em busca de entender mais, e melhor, o movimento, a marca reuniu em sua loja na Oscar Freire uma turma de peso para discutir o ativismo da comunidade e debater as vivências. Entre os presentes estiveram: Érika Hilton, transvestigenere, que luta pela visibilidade e conquista dos direitos das mulheres negras, travestis e profissionais do sexo; Rodrigo Costa, a Rodrag, figura importantíssima no Largo do Arouche - local representativo para a comunidade - e comanda, com colegas, o Animália (projeto de performances) e o coletivo Arouchianos; E a rapper Luana Hansen, mulher negra, lésbica e periférica que por meio de suas letras luta pela ocupação de espaços majoritariamente masculinos por mulheres como ela.

Do encontro, um material será produzido pela consultoria Pajubá, de Gustavo Bonfiglioli e Ariel Nobre, que será usado para conduzir os direcionamentos da marca dentro da causa ao longo do ano.

“Ano passado fomos para a rua para celebrar o amor e entender melhor o movimento. Como ação, realizamos um casamento homoafetivo que contou com a presença da Gretchen, também no bloco Love Fest. Para este ano, além da festa, queremos levantar dados e histórias para dar início a algo ainda maior. Em parceria com a Pajubá, fizemos um amplo estudo sobre o movimento LGBT+ e agora começamos a colocar na rua ações que nos ajudarão na busca por uma mudança sistémica contra a LGBTFOBIA”, destaca André Lopes, diretor da marca no Brasil.

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