Nestlé revê Copa Nescau após ser notificada

Nescau

Incentivos privados ao esporte e à educação são bem vindos. No entanto, é necessário tomar cuidado com a sensibilidade necessária para adentrar ao campo simbólico de uma criança em formação.

Ocorrida entre novembro e dezembro, a Copa Nescau, uma ação comercial em espaços públicos e em escolas, como os Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs), o ginásio poliesportivo do Pacaembu, motivou o instituto Alana, por meio do seu projeto Criança e Consumo, a enviar notificação à empresa, em janeiro, para comunicar sobre o direcionamento de comunicação mercadológica às crianças.

Segundo o instituto, durante os jogos de basquete, futsal, handball e vôlei no campeonato promovido pela marca, as crianças participantes, com idades entre 10 e 12 anos, deveriam vestir coletes com a estampa do raio amarelo, símbolo da Nescau, por cima dos uniformes escolares. Além disso, as medalhas e troféus entregues às equipes continham os dizeres ‘Copa Nescau’ e os logos e símbolos da marca.

“O uso da linguagem lúdica e do entretenimento, que permeia profundamente o universo e o momento da infância, demonstra a opção da empresa de direcionar sua mensagem ao público infantil para convencê-los a consumir os produtos da marca Nescau”, diz Isabella Henriques, diretora de Advocacy do Instituto Alana.

Após saber da notificação, a Nestlé entrou em acordo com a organização. A empresa diz que a partir da próxima edição, a Copa não ocorrerá em espaços relacionados à educação.

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