O cigarro Hollywood e sua ligação com o rock

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Em um mundo musical regido por astros pop que flertam com funk, rap, música eletrônica e até reggaeton parece estranho pensar que há algumas décadas era o rock que liderava as paradas. Mais do que isso, no tempo em que as propagandas de cigarro foram banidas da televisão também é um exercício pensar como era o branding destas marcas que naquele momento tinha um dos nichos mais lucrativos do mercado.

Se a Marlboro tinha seu icônico (e trágico) cowboy fora-da-lei, a Camel era o cigarro de aventuras ao molde “Indiana Jones”, Lucky Strike o do motociclista que cruzava as estradas e o Hollywood? Este era o produto da juventude e do rock.

Desde seu início, a empresa se posicionou desta maneira. Na compilação abaixo é possível perceber que os anos se passaram, mas suas propagandas seguem mostrando casais bonitos fumando e se divertindo enquanto ao fundo toca uma canção com influência americana.

Nos comerciais dos anos 1980, que foi quando o rock teve uma de suas maiores altas, a companhia tabagista surfou como ninguém nessa onda. Inclusive, uma de suas peças mais famosas é embalada pela “Breaking All The Rules” de Peter Frampton.

Outros artistas como Whitesnake, Asia, Europe, Heart, King Cobra, David Coverdale & Radio também foram as trilhas de famosas campanhas.

No Brasil, a Hollywood tem uma conexão tão forte com o público que ela chegou até lançar uma coletânea e fãs da marca fazem diversas compilações pela internet com as canções de suas publicidades até hoje.

Contudo, para a maioria do público que curte rock no Brasil, a empresa que não produz mais tanto conteúdo publicitário ficou marcada pelo seu Hollywood Rock. Principalmente a edição de 1994, onde Kurt Cobain revoltado por descobrir que o evento era patrocinado pela indústria tabagista fez um dos piores shows de sua carreira e imortalizou o momento com essa irônica apresentação.

A encenação do vocalista prenuncia uma mudança de comportamento social. Cigarros e, principalmente, seus anúncios não seriam mais tão bem aceitos. Tais quais as paradas musicais, o mundo muda constantemente e comerciais como os mostrados acimas não são mais notícias, mas memórias de tempos que já se apagaram.

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