Afinal, o que é o “Estou Seguro” do Facebook?

df

Na madrugada desta terça-feira (01) um antigo edifício no Largo do Paissandu, Zona Central de São Paulo, pegou fogo e desabou. Ocupado por 146 famílias, o prédio veio abaixo em poucas horas, fazendo com que um homem morresse e diversas pessoas perdessem sua casa. Tema de polêmicas pelo jeito que foi habitado e pela forma que o poder público cuidou do imóvel, o caso rapidamente ganhou as manchetes e as redes.

Preocupados e surpresos, diversos usuários postaram na internet as suas impressões sobre o acontecido. Com inúmeras discussões, um dos assuntos que mais foi comentado é a utilização e o próprio “Safety Check”.

Pouco usada no Brasil, a ferramenta criada pelo Facebook para mostrar como estão as pessoas em desastres foi alvo de controversas. Enquanto algumas pessoas alegavam fazer isso para notificar os contatos, outras diziam pela internet que aquele tipo de alerta era desnecessário. Porém, diante das conversas, a pergunta que ficou para muita gente foi: “O que é esse negócio de Estou Seguro?”.

Como o Check-in de Segurança começou

Tema de muitas discussões nos últimos dias, o dispositivo foi lançado globalmente no ano de 2014 para que em tragédias como o Tsunami no Japão o contato fosse estabelecido de maneira menos traumática.

Criado para tragédias naturais, a primeira vez que a ferramenta foi disponibilizada para fatalidades geradas por causa humana foi em Paris quando 130 franceses foram mortos em um ataque terrorista.

Polêmico desde àquela época, o serviço já gerava brigas desde sua primeira utilização para tragédias diretamente ordenadas pelo homem. Na época, quem primeiro mostrou seu descontentamento foram os libaneses que não tiveram a opção habilitada quando 40 morreram em Beirute algumas horas antes.

De lá para cá, diversos acontecimentos como o furacão Harvey e as enchentes de 2017 no Nordeste brasileiro desbloquearam a opção, sempre levantando polêmicas sobre sua ativação e a necessidade de uso.

Como ele é ativado

Inicialmente a disponibilidade do dispositivo era gerenciada pela própria rede social, mas depois de casos ocorridos como em Bagdá no ano de 2016 que a companhia esperou 30 horas para perguntar se as pessoas estavam bem depois de um atentado que levou 340 vidas e em supostas explosões que a empresa dizia haver e nunca tinham existido, ele revisou seus métodos e terceirizou a sua ativação no mesmo ano.

Para explicar quem agora cuida da sessão e esclarecer sobre os métodos para seu acionamento, o Facebook diz que “Primeiro, as agências de crise globais NC4 e iJET Internation alertam o Facebook que um incidente ocorreu, batizam o evento e nós podemos monitorar as publicações sobre o incidente na área indicada”.

Outra coisa que também faz que os algoritmos trabalhem para entender o que acontece é quando muitos perfis na rede comentam sobre o mesmo incidente e, então, coloca na lista de desastres monitorados.

Clique no link para ter acesso um infográfico em inglês criado pela própria Gigante do Silício para apresentar o botão, mostrar alguns números e compartilhar histórias de pessoas que foram ajudadas pela opção:

Deixe seu comentário: