​A Neura do Neuromarketing

Artigo de Paulo Crepaldi, sócio e Diretor Executivo da ING Marketing & Training

É provável que você já tenha ouvido falar muito sobre Neuromarketing e colocado fé em pouca coisa. Pois bem, eu também não acredito que Neuromarketing é a solução para tudo e, por isso, há algum tempo tenho evitado utilizar tal nomenclatura para definir o que faço.

Diversos autores, livros e pesquisas já afirmaram que mais de 90% dos seus pensamentos, emoções e aprendizados acontecem antes de você estar realmente consciente disso. Nós tomamos mais decisões pelo que chamamos de "feeling".

Muitas empresas utilizam o conceito de Neurociência Aplicada para compreender melhor o seu público-alvo. Como Behavior Designer, preocupo-me com pessoas e utilizo técnicas para entender a dor do público-alvo de clientes da indústria farmacêutica, automobilística e até mesmo escolas de ioga. 

Muito mais do que em 2005, época em que comecei a trabalhar o conceito junto ao Dr. Gerald Zaltman, conhecido como pai do Neuromarketing moderno, tal neura tem se tornado cada vez mais uma resposta popular.

Sei que muitos que trabalham com comunicação, marketing e branding já ouviram ou pesquisaram sobre o tema, mas evitam utilizar as técnicas porque não as entendem e acreditam que é sempre necessário plugar algum acessório na cabeça de um consumidor.

Meu objetivo é mostrar a vocês como o Neuromarketing possui aplicações simples da psicologia comportamental e como pode ser utilizado pela sua marca, produto ou mesmo organização.

Imagens dizem mais que palavras

As imagens se conectam diretamente com o nosso inconsciente. Se pudermos explicar significados por meio de símbolos e um visual atrativo, atingiremos mais rapidamente os processos de tomada de decisão do nosso cérebro, afinal, pensamos via imagens. Lembra-se da última festa que você foi? Aposto que imagens do local e das pessoas passaram como flashs em sua mente antes mesmo que você pudesse descrever a cena.

Simples = Eficiente

Ir a um restaurante com menu diversificado só faz com que percamos mais tempo indecisos sobre o que queremos. No final, sempre pedimos uma sugestão ou especialidade da casa. Não conseguimos nos prender durante muito tempo a coisas abstratas que não chamem a atenção, logo, tenha certeza de que você utiliza roteiro e textos de linguagem clara, de fácil acesso e compreensão. Utilize muitas metáforas, elas transformam tudo o que é complexo e abstrato em simples e concreto. 

Escute mais e fale menos sobre você

Como somos especialistas em nossos produtos e marcas, sabemos muito bem de nossas qualidades, nossos atributos e os utilizamos para convencer e engajar potenciais clientes. Mas, é importante lembrar: falar de você e só sobre você te torna chato e nem um pouco atraente. Você sabe disso quando conversa com uma pessoa que só sabe falar sobre ela mesma. Prove que você é uma opção para resolver as necessidades e consegue se engajar à real história do seu cliente.

Emoção convence

Quer se tornar memorável? Fale de emoção. Deixe de lado os fatos e dados, e troque por aquilo que você quer que seu cliente sinta. Devemos criar um vínculo emocional, como se fizéssemos parte da vida do cliente. Nós só acreditamos naquilo que sentimos, portanto, gerar emoção é gerar empatia. Se você sabe emocionar, projeta sensibilidade e se conecta ao inconsciente dele, ele acreditará que você também é como ele.

Ao construir sua marca em torno das necessidades e comportamentos inconscientes das pessoas, você poderá entender melhor a tomada de decisão e demonstrar como pode fazer parte da vida de cada consumidor.

Artigo de Paulo Crepaldi, sócio e Diretor Executivo da ING Marketing & Training

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