A Netflix procura inovar em suas produções a todo custo. A ideia de um filme interativo é de cara muito inovadora e a empresa já havia lançado alguns longas com opções de escolha, como Minecraft Story Mode e um curta do Gato de Botas. Mas dessa vez a história não é para crianças, e sim baseada na série original Netflix: Black Mirror.

A série Black Mirror foi desenvolvida para impactar os telespectadores. Cada episódio consiste em uma grande crítica social, sempre com base no avanço tecnológico e outros fatores. O filme Black Mirror: Bandersnatch, anunciado na última semana de 2018, surgiu com o intuito de oferecer uma história interativa para os assinantes da plataforma. Confira o trailer abaixo:

A primeira pergunta a aparecer é bem simples e uma espécie de piada com a interatividade: o pai de Stefan, Peter (Craig Parkinson) pergunta qual cereal matinal o jovem quer comer. Em seguida, o usuário pode selecionar que compilação musical o protagonista vai ouvir em seu walkman. Mas, com o tempo, as escolhas vão ficando mais aprofundadas.

A Netflix estima em mais de um trilhão de variações na história, o que não significa que sejam caminhos ou linhas narrativas completamente diferentes. Isso resultou em muitas horas filmadas. Mas o caminho em default tem cerca de 90 minutos.

“Existem cenas que algumas pessoas nunca vão chegar a ver, e nós precisávamos nos certificar de que estávamos ok com isso. Nós realmente filmamos uma cena que não conseguimos acessar” disse David Slade, diretor da obra.



Muitos internautas ficaram debatendo nas redes sobre a falta de opções ou até mesmo comparando a produção com alguns jogos de videogame. Porém, o objetivo da Netflix nunca foi concorrer com a indústria dos games. A falta de opções, na verdade, está relacionada com a mente do próprio protagonista, que desde o início apresenta alguns distúrbios como ansiedade, depressão, traumas, entre outras coisas. A interatividade é uma tentativa inovadora de inclusão daqueles que estão assistindo.

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