Parece que faz séculos, mas nos anos 1960 a segregação racial nos Estados Unidos era uma agenda pública perpetuada em inúmeras instâncias. Ir à escola, sentar aonde quisesse nos transportes públicos e transitar em certos ambientes era crime para quem fosse negro.

Na luta por direitos e respeito, intelectuais americanos criaram o conceito “Black is Beautiful” que se espalhou pelo mundo e incentivou milhões de pessoas a se orgulharem de suas características.

Décadas depois, a Personal Vip parece que esqueceu toda essa batalha e lança um papel higiénico preto anunciado com o mesmo conceito utilizado para reivindicar representatividade de uma população.

A campanha, protagonizada por Marina Ruy Barbosa e criada pela Neogama, procurou romper com a linguagem da categoria e quis agregar irreverência ao novo produto. Clicada por Bob Wolfenson, a atriz aparece vestida apenas pelo papel higiênico em uma alusão ao “pretinho básico” referenciado como peça coringa em qualquer guarda-roupa. Confira abaixo algumas fotos do ensaio:

Rapidamente, a internet percebeu a descomprometida mistura de referências e demonstrou sua desaprovação à ideia por trás da campanha. Nas redes, usuários como Anderson França escreveram textos contrários à estratégia da agência e a pequena fanpage da Família Personal foi alvo de reações negativas

Em resposta, a Neogama e a Santher emitiram um comunicado oficial sobre pôlemica. Confira abaixo o texto:

“A mensagem criativa da campanha para o produto Personal Vip Black foi selecionada com o objetivo de destacar um produto que segue tendência de design já existente no exterior e trazida pela Santher para o Brasil. Nenhum outro significado, que não seja esse, foi pretendido.

Refutamos toda e qualquer insinuação ou acusação de preconceito neste caso e lamentamos outro entendimento que não seja o explicitado na peça.

Desta forma, Santher e Neogama vem a público informar que tal assinatura foi retirada de toda comunicação da campanha e apresentar suas desculpas por eventual associação da frase adotada ao movimento negro, tão respeitado e admirado por nós”. 

E você. O que achou do posicionamento?

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